Como definiria INTEMPERISMO ?
Alguns tendem a confundir intemperismo com erosão, por não perceberem quais são as diferenças que existem entre estes dois processos.INTEMPERISMO é o processo pelo qual as rochas da superfície terrestre são alteradas ou levadas a se desintegrar pela ação do vento, da água, do clima, ou ainda, por reações químicas ou biológicas.EROSÃO envolve o transporte de substâncias fragmentadas de um local para outro, já o intemperismo ocorre em um local não havendo transporte de substâncias fragmentadas, necessitando, assim, da erosão para transporte. Pode-se dividir o intemperismo em duas partes: I
NTEMPERISMO MECÂNICO, INTEMPERISMO QUÍMICO e INTEMPERISMO BIOLÓGICO. INTEMPERISMO MECÂNICO é a forma mais comum de intemperismo, sendo causada pela aplicação de várias forças físicas, que causam a desintegração de rochas em pedaços menores. A característica principal deste tipo de intemperismo, é que nenhum dos componentes da rocha é decomposto quimicamente, não havendo, assim, decomposição. Podemos citar como exemplo as mudanças de temperatura, que causam a expansão e retração da rocha. Permitindo que haja fendas nas rochas, resultando em sua separação em lâminas ou escamas.
INTEMPERISMO QUÍMICO ocorre quando estratos geológicos são expostos a águas correntes com compostos que reagem com os componentes minerais das rochas e alteram significativamente sua constituição. Esse fenômeno é o intemperismo químico, que provoca o acréscimo de hidrogênio (hidratação), oxigênio (oxigenação) ou carbono e oxigênio (carbonatação) em minerais que antes não continham nenhum desses elementos. Muitos minerais secundários formaram-se por esses processos. Este tipo de intemperismo é mais comum em climas tropicais úmidos.
INTEMPERISMO BIOLÓGICO é caracterizado por rochas que perdem alguns de seus nutrientes essenciais para organismos vivos e plantas que crescem em sua superfície. Plantas podem provocar o intemperismo mecânico quando suas raízes penetram, de forma profunda na rocha, provocando fendas.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
INTEMPERISMO LÍRICO
Posso ouvir o vento passar
assistir a onda bater
e à água que cai
faz a rocha enfraquecer
eu pensei...
quando eu ver
a lágrima do céu
invadir uma fissura
Espero pela vida efêmera que temos
uma transformação acontecer
que seja vívida
límpida
química
ou até mais
Um século, mil anos
talvez... Nem sei
três vidas é demais
mundo novo
erosão leva e traz
Águas que movem moinhos
são as mesmas águas que encharcam o chão
e sempre voltam humildes pro fundo da terra
pro fundo da terra
quanto tempo passou
aparentemente nada mudou
temos a noção
de quebra, desagregação
a vida e à água (sinergia)
acelerando a ação
O tempo passa e modifica
temperatura e pressão
e aí,
mineral clama por perdão
Por RAVEL RODRIGUES
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Os maiores terremotos da História
Os terremotos são difíceis de serem previstos, quando acontecem em questão de segundos deixam um rasto de destruição derivando prejuízos financeiros e vítimas humanas. Anualmente ocorrem cerca de 300 mil tremores em todo planeta, muitos deles não são percebidos. Esse fenômeno ocorre em diferentes intensidades e intervalos de tempo. A seguir os maiores terremotos registrados ao longo da história em distintos lugares do planeta:
• No ano de 1755, no dia 1º de novembro ocorreu na capital de Portugal, Lisboa, às 09h20min da manhã um grande terremoto que vitimou fatalmente pelo menos 100 mil pessoas. Segundo documentos da época, esse tremor registrou algo próximo de 9 graus na escala Richter.
• No dia 19 de setembro de 1985, o México presenciou a fúria de um abalo que provocou a destruição do Distrito Federal e a morte de milhares de vidas.
• No dia 14 de fevereiro de 1556, na cidade chinesa Shaanxi, ocorreu um grande tremor, apesar da imprecisão dos dados esse ocupa o segundo lugar quanto ao número de mortes provocadas por fenômenos naturais, pois 800 mil pessoas perderam suas vidas.
• Ainda na China, no dia 28 de julho de 1976, na cidade Tangshan, às 03h42min, um tremor de 8,2 graus na escala Richter com duração de 14 segundos deixou a cidade em total destruição e aproximadamente 242 mil pessoas mortas.
• No Japão, no dia 17 de janeiro de 1995, a cidade de Hanshin sofreu um abalo que durou somente 20 segundos, mas que resultou em prejuízos de 100 bilhões de dólares e saldo de 6,5 mil mortos.
• No Chile, em uma cidade chamada de Valdivia, no dia 22 de maio de 1960, ocorreu um tremor que ficou conhecido como o Grande Terremoto, uma vez que foi o abalo de maior intensidade já registrado na história com 9,5 graus na escala Richter (em um escala de varia de 0 a 9), esse fenômeno gerou um grande tsunami que atingiu o litoral da América do Sul, Ilhas do Havaí a 10 quilômetros de distâncias.
• Em 1811, em 16 de dezembro na cidade Nova Madri, Estados Unidos, ocorreu o maior terremoto da história do país, com 8 graus na escala Richter. • Em Los Angeles (Estados Unidos) no ano de 1994, no dia 17 janeiro, a cidade presenciou a fúria de um tremor que aconteceu às 04h30min com 6,7 graus na escala Richter.
• No ano de 1755, no dia 1º de novembro ocorreu na capital de Portugal, Lisboa, às 09h20min da manhã um grande terremoto que vitimou fatalmente pelo menos 100 mil pessoas. Segundo documentos da época, esse tremor registrou algo próximo de 9 graus na escala Richter.
• No dia 19 de setembro de 1985, o México presenciou a fúria de um abalo que provocou a destruição do Distrito Federal e a morte de milhares de vidas.
• No dia 14 de fevereiro de 1556, na cidade chinesa Shaanxi, ocorreu um grande tremor, apesar da imprecisão dos dados esse ocupa o segundo lugar quanto ao número de mortes provocadas por fenômenos naturais, pois 800 mil pessoas perderam suas vidas.
• Ainda na China, no dia 28 de julho de 1976, na cidade Tangshan, às 03h42min, um tremor de 8,2 graus na escala Richter com duração de 14 segundos deixou a cidade em total destruição e aproximadamente 242 mil pessoas mortas.
• No Japão, no dia 17 de janeiro de 1995, a cidade de Hanshin sofreu um abalo que durou somente 20 segundos, mas que resultou em prejuízos de 100 bilhões de dólares e saldo de 6,5 mil mortos.
• No Chile, em uma cidade chamada de Valdivia, no dia 22 de maio de 1960, ocorreu um tremor que ficou conhecido como o Grande Terremoto, uma vez que foi o abalo de maior intensidade já registrado na história com 9,5 graus na escala Richter (em um escala de varia de 0 a 9), esse fenômeno gerou um grande tsunami que atingiu o litoral da América do Sul, Ilhas do Havaí a 10 quilômetros de distâncias.
• Em 1811, em 16 de dezembro na cidade Nova Madri, Estados Unidos, ocorreu o maior terremoto da história do país, com 8 graus na escala Richter. • Em Los Angeles (Estados Unidos) no ano de 1994, no dia 17 janeiro, a cidade presenciou a fúria de um tremor que aconteceu às 04h30min com 6,7 graus na escala Richter.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Geologia do Brasil
O Brasil está totalmente contido na Plataforma Sul-Americana, cujo embasamento de evolução geológica é muito complexo, remontando à era Arqueano. Teve a sua consolidação completada entre o período Proterozóico Superior e o início do período Paleozóico, com o encerramento no ciclo Brasiliano.
Escudos Cristalinos
Bacias Sedimentares O embasamento da Plataforma Sul-Americana acha-se essencialmente estruturado sobre rochas metamórficas de fácies anfibolito a granutlito e granitóides de idade arqueana, associado às unidades proterozóicas que são representadas por faixas de dobramentos normalmente de fácies xisto-verde e coberturas sedimentares e vulcânicas, pouco o nada metamorfizadas e diversos granitóides.
Esse embasamento acha-se extensamente exposto em grandes escudos, separados entre si por coberturas fanerozóicas, cujos limites se estendem aos países vizinhos. Destacam-se os escudos das Guianas, Brasil Central e Atlântico.
O escudo das Guianas compreende o norte da bacia do Amazonas. O escudo do Brasil-Central, ou Guaporé, estende-se pelo interior do Brasil e sul dessa bacia, enquanto o escudo Atlântico expõe-se na porção oriental atingindo a borda atlântica. Esses escudos estão expostos em mais de 50% da área do Brasil.
Sobre essa plataforma desenvolveram-se no Brasil, em condições estáveis de ortoplataforma, a partir do Ordoviciano-Siluriano, as coberturas sedimentares e vulcânicas que preencheram espacialmente três estensas bacias com caráter de sinéclise: Amazonas, Paraíba e Paraná. Além dessas bacias, diversas outras bacias menores, inclusive bacias costeiras e outras áreas de sedimentação ocorrem expostas sobre a plataforma. Geomorfologia O relevo do Brasil, de acordo com a classificação de Aziz Ab'Saber, é dividido em duas grandes áreas de planalto e três de planície, a saber:
Planalto das Guianas, abrangendo a região serrana e o Planalto Norte Amazônico. Localizado no extremo norte do país, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano. É nessa área que se situa o pico culminante do Brasil - Pico da Neblina, com altitude de 3.014 m.
Planalto Brasileiro, subdividido em Central, Maranhão-Piauí, Nordestino, serras e planalto do Leste e Sudeste, Meridional e Uruguaio-Riograndense, é formado por terrenos cristalinos bastante desgastados e por bolsões sedimentares. Localiza-se na parte central do país, estendendo-se por grandes áreas do território nacional.
Planícies e terras baixas amazônicas. Localizadas na Região Norte do país, logo abaixo do Planalto das Guianas, apresenta três níveis altimétricos distintos - várzeas, constituídas por terrenos de formação recente situadas próximo às margens dos rios; teços ou terraços fluviais, com altitudes máximas de 30 m e periodicamente inundados; e baixos-planaltos ou platôs, formados por terrenos de Terciário.
Planície do Pantanal, localizada na porção oeste do estado do Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, é formada por terrenos do Quartenário.
Planícies e terras baixas costeiras, acompanhando a costa brasileira do Maranhão ao sul do país, é formada por terrenos do Terciário e por terrenos atuais do Quartenário. Deve-se ressaltar que o relevo brasileiro não apresenta formação de cadeias montanhosas muito elevadas, predominando altitudes inferiores a 500 m, uma vez que o mesmo se desenvolveu sobre uma base geológica antiga, sem movimentações tectônicas recentes.
Escudos Cristalinos
Bacias Sedimentares O embasamento da Plataforma Sul-Americana acha-se essencialmente estruturado sobre rochas metamórficas de fácies anfibolito a granutlito e granitóides de idade arqueana, associado às unidades proterozóicas que são representadas por faixas de dobramentos normalmente de fácies xisto-verde e coberturas sedimentares e vulcânicas, pouco o nada metamorfizadas e diversos granitóides.
Esse embasamento acha-se extensamente exposto em grandes escudos, separados entre si por coberturas fanerozóicas, cujos limites se estendem aos países vizinhos. Destacam-se os escudos das Guianas, Brasil Central e Atlântico.
O escudo das Guianas compreende o norte da bacia do Amazonas. O escudo do Brasil-Central, ou Guaporé, estende-se pelo interior do Brasil e sul dessa bacia, enquanto o escudo Atlântico expõe-se na porção oriental atingindo a borda atlântica. Esses escudos estão expostos em mais de 50% da área do Brasil.
Sobre essa plataforma desenvolveram-se no Brasil, em condições estáveis de ortoplataforma, a partir do Ordoviciano-Siluriano, as coberturas sedimentares e vulcânicas que preencheram espacialmente três estensas bacias com caráter de sinéclise: Amazonas, Paraíba e Paraná. Além dessas bacias, diversas outras bacias menores, inclusive bacias costeiras e outras áreas de sedimentação ocorrem expostas sobre a plataforma. Geomorfologia O relevo do Brasil, de acordo com a classificação de Aziz Ab'Saber, é dividido em duas grandes áreas de planalto e três de planície, a saber:
Planalto das Guianas, abrangendo a região serrana e o Planalto Norte Amazônico. Localizado no extremo norte do país, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano. É nessa área que se situa o pico culminante do Brasil - Pico da Neblina, com altitude de 3.014 m.
Planalto Brasileiro, subdividido em Central, Maranhão-Piauí, Nordestino, serras e planalto do Leste e Sudeste, Meridional e Uruguaio-Riograndense, é formado por terrenos cristalinos bastante desgastados e por bolsões sedimentares. Localiza-se na parte central do país, estendendo-se por grandes áreas do território nacional.
Planícies e terras baixas amazônicas. Localizadas na Região Norte do país, logo abaixo do Planalto das Guianas, apresenta três níveis altimétricos distintos - várzeas, constituídas por terrenos de formação recente situadas próximo às margens dos rios; teços ou terraços fluviais, com altitudes máximas de 30 m e periodicamente inundados; e baixos-planaltos ou platôs, formados por terrenos de Terciário.
Planície do Pantanal, localizada na porção oeste do estado do Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, é formada por terrenos do Quartenário.
Planícies e terras baixas costeiras, acompanhando a costa brasileira do Maranhão ao sul do país, é formada por terrenos do Terciário e por terrenos atuais do Quartenário. Deve-se ressaltar que o relevo brasileiro não apresenta formação de cadeias montanhosas muito elevadas, predominando altitudes inferiores a 500 m, uma vez que o mesmo se desenvolveu sobre uma base geológica antiga, sem movimentações tectônicas recentes.
Bacias Sedimentares
As rochas sedimentares são derivadas de restos e detritos de outras rochas pré-existentes. O intemperismo faz com que as rochas Magmáticas, Metamórficas ou Sedimentares estejam constantemente sendo alteradas. O material resultante é transportado pela água, vento ou gelo e finalmente depositado como um sedimento. Deve haver então, uma compactação ou cimentação do material para ele se transformar em uma rocha sedimentar.
O Brasil possui 6.430.000 km2 de bacias sedimentares, dos quais 4.880.000 km2 em terra e 1.550.000 km2 em plataforma continental. No entanto, para a formação de petróleo é necessário que as bacias tenham sido formadas em condições muito específicas. Normalmente, são áreas em que sucessões espessas de sedimentos marinhos foram soterrados à grandes profundidades.
A maioria dos hidrocarbonetos explorados no mundo inteiro provêm de rochas sedimentares. Em termos de idade, praticamente 60% provêm de sedimentos cenozóicos, pouco mais de 25% de depósitos mesozóicos e cerca de 15% de sedimentos paleozóicos. No Brasil, a maior parte da produção está ligada a sedimentos mesozóicos. Na figura abaixo, podemos observar as diferentes bacias do Brasil, separadas de acordo com a sua era geológica de origem.
Existem dois tipos de bacias petrolíferas: Onshore - Ocorre quando a bacia encontram-se em terra. São originadas de antigas bacias sedimentares marinhas; Offshore - Ocorre quando a bacia está na plataforma continental ou ao longo da margem continental.
A maioria das bacias petrolíferas brasileiras encontram-se offshore. A exploração de petróleo onshore é muito reduzida no Brasil, devido ao baixo potencial de nossas bacias em terra.
O Brasil possui 6.430.000 km2 de bacias sedimentares, dos quais 4.880.000 km2 em terra e 1.550.000 km2 em plataforma continental. No entanto, para a formação de petróleo é necessário que as bacias tenham sido formadas em condições muito específicas. Normalmente, são áreas em que sucessões espessas de sedimentos marinhos foram soterrados à grandes profundidades.
A maioria dos hidrocarbonetos explorados no mundo inteiro provêm de rochas sedimentares. Em termos de idade, praticamente 60% provêm de sedimentos cenozóicos, pouco mais de 25% de depósitos mesozóicos e cerca de 15% de sedimentos paleozóicos. No Brasil, a maior parte da produção está ligada a sedimentos mesozóicos. Na figura abaixo, podemos observar as diferentes bacias do Brasil, separadas de acordo com a sua era geológica de origem.
Existem dois tipos de bacias petrolíferas: Onshore - Ocorre quando a bacia encontram-se em terra. São originadas de antigas bacias sedimentares marinhas; Offshore - Ocorre quando a bacia está na plataforma continental ou ao longo da margem continental.
A maioria das bacias petrolíferas brasileiras encontram-se offshore. A exploração de petróleo onshore é muito reduzida no Brasil, devido ao baixo potencial de nossas bacias em terra.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA TERRA
Desde que o curso de História Natural foi extinto, em 1970, seus conteúdos em Geociências passaram a ser ministrados apenas nos cursos de Geologia, que foram criados em 1963 visando à formação de profissionais para o mapeamento geológico básico e para a busca dos recursos minerais tão necessários. O ensino das Geociências, por sua vez, não era preocupação destes cursos, ao mesmo tempo em que a educação no Brasil não se preocupou em manter os conteúdos em Geociências na formação dos professores
de Ciências. O resultado foi tanto a falta de noções básicas do funcionamento do planeta por parte da população que estudou nas últimas décadas, justamente quando houve os grandes progressos nas Ciências da Terra, como também a falta de reconhecimento de sua importância na cultura geral, até mesmo por parte dos especialistas em ensino. Daí veio a idéia simplificada verificada em geral de que ecologia refere-se à vida, e não à natureza completa, ou seja, vida e ambiente físico que a gerou, modificou, foi modificado
por ela e continua sustentando-a. Por outro lado, os graves problemas sócio-ambientais originados pela atuação desastrada da sociedade nas suas atividades de ocupação e utilização do meio físico e dos
materiais naturais começam a ser detectados, avaliados e divulgados, despertando naturalmente o interesse da população por temas geocientíficos. Daí o aumento desse tipo de tema em revistas, jornais, emissões de TV nacionais ou estrangeiras, além do aumento das visitas a parques e museus com temática ecológica e particularmente geológica.
O que ocorre de concreto no ensino, com a falta de ocasião para desenvolvimento integral das Geociências (origem e evolução da Terra, formação de seus materiais e de seus ambientes, condições de provável origem da vida, registro sedimentar da história geológica da vida e dos processos de interferência dos processos biológicos no planeta e dos processos geológicos na evolução da vida, condições de concentração dos recursos naturais – minerais, hídricos e energéticos e sua possibilidade de renovação, condições sustentáveis de utilização dos recursos etc.) é que os alunos são privados do conhecimento necessário para adquirir a visão de funcionamento global e interdependente da natureza, correndo o risco de desenvolverem, ao contrário do ideal, uma visão imediatista e utilitária da natureza, enquanto meio físico que proporciona soluções às necessidades modernas humanas de materiais e energia, e que também proporciona problemas de degradação, que não são compreendidos como respostas naturais às ações de interferência nos ciclos naturais.
Esta fragmentação da Geologia e das Geociências em tópicos eventualmente tratados em determinados momentos do desenvolvimento das disciplinas mencionadas não contribui para a formação de uma noção do ciclo global da natureza, da cadeia de causas e conseqüências na sucessão de eventos naturais, e da formação conseqüente de espírito crítico competente para avaliar riscos e benefício da atividade humana, cotidianamente agredindo a natureza, impedindo o curso natural da dinâmica geológica/geoquímica com os resultados de degradação ambiental conhecidos em grande parte e para julgar como deve ser a ocupação e o uso do planeta e seus materiais, o que, em verdade, está determinando o futuro da vida na Terra (Wilson, 2002; Mackenzie, 1998; Weiner, 1992; Campos, 1997; Craig et al., 1996; Chassot e Campos, 2000).
Coloca-se a questão: Como pode um cidadão ser crítico, interpretar, fazer julgamentos, atuar na sociedade (que basicamente ocupa o ambiente e usa seus materiais e fenômenos), encontrando-se privado de conhecimentos sobre o funcionamento e a organização, a gênese e a evolução do planeta e de
seus ambientes e materiais, sobre as interações físicas, químicas e bioquímicas das interferências humanas na natureza? A resposta é: não pode. O tratamento ao estudo do ambiente dado no ensino atual no Brasil (ambiente no sentido amplo: planeta Terra e sua superfície, ocupada pela sociedade)
não é suficiente para formar nos educandos nem a compreensão da Terra como um sistema, nem a sensibilidade necessária para enfrentar os desafios impostos pela degradação ambiental já verificada e para contribuir para o desenvolvimento sustentável, o que pressupõe mudança de comportamento.
Arrtigo da Prof Drª Maria Cristina Motta de Toledo
Fonte: http://geologiausp.igc.usp.br//downloads/geoindex650.pdf
de Ciências. O resultado foi tanto a falta de noções básicas do funcionamento do planeta por parte da população que estudou nas últimas décadas, justamente quando houve os grandes progressos nas Ciências da Terra, como também a falta de reconhecimento de sua importância na cultura geral, até mesmo por parte dos especialistas em ensino. Daí veio a idéia simplificada verificada em geral de que ecologia refere-se à vida, e não à natureza completa, ou seja, vida e ambiente físico que a gerou, modificou, foi modificado
por ela e continua sustentando-a. Por outro lado, os graves problemas sócio-ambientais originados pela atuação desastrada da sociedade nas suas atividades de ocupação e utilização do meio físico e dos
materiais naturais começam a ser detectados, avaliados e divulgados, despertando naturalmente o interesse da população por temas geocientíficos. Daí o aumento desse tipo de tema em revistas, jornais, emissões de TV nacionais ou estrangeiras, além do aumento das visitas a parques e museus com temática ecológica e particularmente geológica.
O que ocorre de concreto no ensino, com a falta de ocasião para desenvolvimento integral das Geociências (origem e evolução da Terra, formação de seus materiais e de seus ambientes, condições de provável origem da vida, registro sedimentar da história geológica da vida e dos processos de interferência dos processos biológicos no planeta e dos processos geológicos na evolução da vida, condições de concentração dos recursos naturais – minerais, hídricos e energéticos e sua possibilidade de renovação, condições sustentáveis de utilização dos recursos etc.) é que os alunos são privados do conhecimento necessário para adquirir a visão de funcionamento global e interdependente da natureza, correndo o risco de desenvolverem, ao contrário do ideal, uma visão imediatista e utilitária da natureza, enquanto meio físico que proporciona soluções às necessidades modernas humanas de materiais e energia, e que também proporciona problemas de degradação, que não são compreendidos como respostas naturais às ações de interferência nos ciclos naturais.
Esta fragmentação da Geologia e das Geociências em tópicos eventualmente tratados em determinados momentos do desenvolvimento das disciplinas mencionadas não contribui para a formação de uma noção do ciclo global da natureza, da cadeia de causas e conseqüências na sucessão de eventos naturais, e da formação conseqüente de espírito crítico competente para avaliar riscos e benefício da atividade humana, cotidianamente agredindo a natureza, impedindo o curso natural da dinâmica geológica/geoquímica com os resultados de degradação ambiental conhecidos em grande parte e para julgar como deve ser a ocupação e o uso do planeta e seus materiais, o que, em verdade, está determinando o futuro da vida na Terra (Wilson, 2002; Mackenzie, 1998; Weiner, 1992; Campos, 1997; Craig et al., 1996; Chassot e Campos, 2000).
Coloca-se a questão: Como pode um cidadão ser crítico, interpretar, fazer julgamentos, atuar na sociedade (que basicamente ocupa o ambiente e usa seus materiais e fenômenos), encontrando-se privado de conhecimentos sobre o funcionamento e a organização, a gênese e a evolução do planeta e de
seus ambientes e materiais, sobre as interações físicas, químicas e bioquímicas das interferências humanas na natureza? A resposta é: não pode. O tratamento ao estudo do ambiente dado no ensino atual no Brasil (ambiente no sentido amplo: planeta Terra e sua superfície, ocupada pela sociedade)
não é suficiente para formar nos educandos nem a compreensão da Terra como um sistema, nem a sensibilidade necessária para enfrentar os desafios impostos pela degradação ambiental já verificada e para contribuir para o desenvolvimento sustentável, o que pressupõe mudança de comportamento.
Arrtigo da Prof Drª Maria Cristina Motta de Toledo
Fonte: http://geologiausp.igc.usp.br//downloads/geoindex650.pdf
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